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Desde que em Fevereiro, em Óbidos, foi encontrada meia tonelada de explosivos, que a cooperação entre a polícia portuguesa e espanhola é habitual e, neste caso, uma vez mais assim acontece porque em causa está o roubo de 500 quilos de explosivos.
Na madrugada do passado domingo alguém levou mais 500 quilos de explosivos de uma pedreira, no concelho de Nelas, em Viseu, pelo que as autoridades nacionais avisaram de imediato os espanhóis já que não podia ser excluída a hipótese de haver "mão espanhola" no assalto e ligações a acções terroristas da ETA.
A Guardia Civil espanhola e a Policia Judiciária portuguesa colocam todas as hipóteses, mas, numa primeira reacção ao assunto, a PJ descarta qualquer relação com a ETA.
Mesmo assim, uma das hipóteses colocada, e daí o contacto com a polícia espanhola, é que os cerca de 500 quilos de explosivos furtados na madrugada do último domingo sejam para venda no mercado paralelo.
Ainda sobre este assunto, o Diário de Notícias avança que o ministro do Interior espanhol, Peres Rubalcaba, afirmou que a investigação "quer apurar se foi um roubo comum ou se tem alguma relação com a ETA", apesar de "não existirem nenhumas informações que, no imediato, associem o roubo à ETA".
Para a PJ as autoridades policiais internacionais foram avisadas pela judiciária como "acontece sempre que ocorre um furto de explosivos", porque faz parte "do protocolo internacional de cooperação como medida de prevenção e alerta".
Os explosivos roubados são Gelamonite que é um "explosivo industrial da classe das dinamites" tendo como "composto base Nitroglicol ou Nitroglicerina" utilizado para abrir túneis, rebentamento de pedra, demolições, crateras para os postes de média e alta tensão, explicou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública.
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