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O Governo Civil assinou ontem um protocolo com o Instituto Politécnico de Viseu, para a realização de um estudo sobre a criminalidade em Viseu, mais concretamente no Centro Histórico e zonas envolventes, no âmbito de um documento assinado entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara de Viseu.
Seia de Matos "Os Contratos Locais de Segurança (CLS) não significam uma desresponsbilização do Estado em relação à segurança dos cidadãos, mas antes a pretensão de envolver nesta acção a sociedade civil", salientou ontem Dalila Araújo, secretária de Estado da Administração Interna, que considera "Portugal uma país seguro e Viseu uma cidade segura".
As afirmações foram realizadas no âmbito de um protocolo assinado entre o Governo Civil e o Instituto Politécnico de Viseu (IPV), em que a segunda entidade se compromete a realizar um estudo sobre a criminalidade em Viseu e apresentá-lo no prazo de três meses. A medida agora tomada custará ao Estado 3.800 euros mais IVA e foi solicitada pela Câmara de Viseu, que assinou com o Ministério da Administração Interna (MAI), em Maio do ano passado, um Contrato Local de Segurança. A governante apontou que, contrariamente aos países que preferem avançar com o reforço da autoridade policial, o Governo português entendeu adoptar um outro modelo, "o que privilegia as políticas de segurança de proximidade", daí o aparecimento dos CLS, tendo o Estado já assinado 33 contratos com outros tantos municípios. Dalila Araújo chamou, por isso, a atenção de que "os Contratos Locais de Segurança actuam na vertente da prevenção da criminalidade de matriz territorial", facto que referiu ter ficado "bem demarcado no documento assinado entre o Governo civil de Viseu e Instituto Politécnico de Viseu". No tocante ao protocolo, a área de intervenção do estudo, serão os 26 hectares do Centro Histórico de Viseu e das zonas envolventes, sendo uma das preocupações "auscultar o sentimento de insegurança das pessoas", salientou Miguel Ginestal, governador Civil do Distrito de Viseu. O vice-presidente da Câmara de Viseu acentuou "existência de um bom diálogo entre o município e o Ministério da Administração Interna", enquanto Fernando Sebastião, presidente do IPV, enalteceu as competências e qualidade profissional da entidade que dirige.
Fonte: Diario Viseu
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