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A dúvida foi esclarecida ontem e a ligação, por auto-estrada, entre Viseu e Coimbra não vai ser riscada do plano rodoviário. A mesma sorte não deverá ter o IC37 que poderá não sair do papel.
O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou ontem que a concessão rodoviária Auto-Estradas do Centro vai avançar. O Governo decidiu suspender o lançamento de novas concessões rodoviárias, mas segundo o ministro, a do Centro - que engloba a ligação de Viseu a Coimbra por auto-estrada - é para continuar porque "está em fase final de concurso". Durante o fim-de-semana, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, declarou que não seriam feitas novas adjudicações no plano rodoviário, avançando apenas as estradas já adjudicadas. Declarações que deixaram a dúvida relativamente ao futuro da auto-estrada entre Viseu e Coimbra. "Adjudicadas não é o mesmo que estar já em fase de concurso", explicou fonte do Partido Socialista de Viseu. Apesar de estar em fase de concurso, a Estradas de Portugal adiou, pela terceira vez, o prazo para a entrega das propostas para esta concessão, sendo a próxima quinta-feira a nova data. A concessão Auto-Estradas do Centro inclui a concepção, construção, aumento do número de vias, financiamento, exploração e conservação dos lanços de auto-estrada Trouxemil/Faíl (IP3), Mealhada/Oliveira de Azeméis (IC2), Mealhada (IC12), Santa Comba Dão (IC12-IP3) e Canas de Senhorim/Mangualde (IC12).
Segundo António Mendonça, "aquilo que estava decidido, aquilo que estava adjudicado e em fase final de concurso vai para a frente". "Esta explicação deixa-me mais descansado", sustentou o social-democrata Fernando Ruas, lembrando que na reunião que manteve com o ministro das Obras Públicas tinha ficado com a ideia de que este investimento não iria sofrer recuos. O presidente da Câmara de Viseu frisou que não "faria qualquer sentido que esta auto-estrada tantas vezes anunciadas não fosse para a frente", lembrando que a sua concretização vem resolver o "problema grave" que existe com o actual IP3. Com a explicação de ontem do ministro das Obras Públicas, ficou esclarecida a dúvida, mas mantém-se a apreensão, já que as quatro novas concessões rodoviárias inscritas na propostas do Orçamento do Estado - Serra da Estrela, Vouga, Tejo Internacional e Ribatejo - cujo processo de preparação do lançamento dos concursos deveria acontecer durante o primeiro semestre deste ano, não vão avançar. Neste pacote está a construção do IC37, ligação de Viseu a Seia, e que faria parte da concessão da Serra da Estrela. Esta via, que iria substituir a EN231 e que já estava em Orçamento de Estado, poderá ter sido "riscada" do plano rodoviário.
Uma decisão que, a concretizar-se, deixa apreensivo o autarca senense. Carlos Camelo (PS) já se mostrou disponível para liderar uma "frente" que defenda a concretização deste projecto. Tanto o autarca socialista, como o presidente da autarquia viseense concordam que se trata de uma via prioritária e "indispensável", uma vez que a actual estrada - a EN231 - é uma das que apresenta uma maior sinistralidade. Para o PS, que optou pela ponderação relativamente ao anúncio do ministro, toda esta questão das concessões tem de ser agora analisada "à luz do panorama económico do país e da situação geo-política".
Fonte: Diario Viseu
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